sexta-feira, 20 de julho de 2012
quinta-feira, 19 de julho de 2012
O que metade de uma panqueca pode render
Este dias, fui almoçar em um
restaurante que costumo ir quando estou com pouca grana. A comida é boa, mas o
fato de uma folha de sulfite colada na parede informar que pelos restos
deixados no prato serão cobrados R$ 5, me incomoda um pouco. Pois não sei se
isso só acontece comigo, mas tenho um sério problema com tamanhos e proporções,
o que vale para roupas, tempo e comida. Pois bem, o fato é que sempre coloco
mais do que como e não me sinto tão a vontade no restaurante que me força a comer
mais do que quero, mesmo quando a comida já esta no prato.
Então fui me servir, peguei
uma panqueca, um pouco de arroz, vinagrete e, a metade de mais uma panqueca, já
que uma senhora havia pegado a outra.
Fui para a mesa com minha
namorada e pedimos uma tubaína de guaraná. Comecei comendo a metade da panqueca
e quando já estava na metade da panqueca inteira não aguentava mais. Olhei pra
minha namorada e perguntei se ela queria. Disse que não e sugeriu que eu
pedisse para embalarem a metade da panqueca para viagem. De pronto, recusei.
Afinal, eu não a comeria depois.
Ela insistiu e pediu que eu a
desse para algum morador de rua, que pra alguém que passa fome aquilo serviria.
Convenceu-me. E então, quando a funcionária veio retirar os pratos, pedi que
embalasse a tal panqueca para mim. Ela fez uma cara de espanto, levantou as
duas sobrancelhas e meio que engolindo as palavras disse que não saberia se sua
patroa a deixaria embalar. Eu disse que não queria jogar a panqueca fora. Ela
me perguntou se poderia embala-la em uma sacolinha. Respondi que tudo bem. Só
não sabia que ela voltaria com aquele pedaço de panqueca em uma sacola
plástica. Como se fosse comida pra cachorro.
Então sai de lá a procura de
um cachorro pra dar aquele tapa fome passageiro. Minha namorada lembra que tem
um morador de rua na mesma onde trabalhamos. Digo nunca ter visto. Até ela
apontar um colchão com uma coberta dobrada em cima. Eu, com muita vergonha,
meio sem jeito, me aproximo do colchão e deixo a metade da panqueca sobre ele.
Deixo e saio sem avistar o dono daquele temporário espaço.
Mais a noite, ao chegar em
casa, no banho me lembro de tudo isso: do quão admirável era o pensamento de
minha namorada e do quanto desperdiçamos sem perceber. Vou dormir com dúvida se
o morador de rua aproveitou ou não aquela metade de panqueca. Mas, com a
certeza de que não é preciso forçar alguém para que tenha consciência sobre
determinados excessos, porque o mesmo restaurante que me cobra R$ 5 pelas
sobras é o mesmo que me devolve-as em uma sacola plástica, excluindo as chances
de ser consumida. E aí? Onde está aquela consciência de desperdício que dizem
querer passar?!
Como disse o secretário-geral das Nações
Unidas, Ban Ki-moon, no Rio+20 "Em todo o
mundo, acredito que temos comida suficiente para alimentar sete bilhões de
pessoas (população mundial atual, segundo a ONU), mas o sistema não está
funcionando”. O problema é que todo
mundo acha que o sistema é composto por políticos, mas esquecem que políticos são
pessoas. E, por que nós, não podemos ser estas pessoas, mas que fazem a roda
funcionar?!
*Um ótimo exemplo é o TangoTab, um site que alimenta uma pessoa faminta cada vez que uma pessoa come uma refeição em um dos restaurantes participantes do projeto. Veja aqui
*Um ótimo exemplo é o TangoTab, um site que alimenta uma pessoa faminta cada vez que uma pessoa come uma refeição em um dos restaurantes participantes do projeto. Veja aqui
terça-feira, 17 de julho de 2012
A Minha Monomania
Mente cria cria sua e tbm tem olhos, ela vê
Mas, você
vive me contestando
e não acredita em meus porquês
Diz que invento, que
travisto suas palavras
Que desfoco a realidade
e crio o que em mim
cause menos
dor
Mas, será mesmo que armei este teatro
e escrevi este roteiro?
Ou apenas fiz outra canção?
Porque a que cantava
já nos separava antes mesmo de nos conhecermos
Eu sei, falhei
Pensei conhecer sua dualidade, sim
Mas, o que não cabia enfim
foi compreendê-la
Cada encontro, uma confusão
Embaralho de pensamentos
e o nascimento de mais uma canção.
Abaixo, um clipe que completa as estrofes acima
Abaixo, um clipe que completa as estrofes acima
Minha volta
Voltei pra você
Estou aqui, entregue às linhas
Como todo bom escritor deve fazer
E, para este reencontro
Que tal brindar a saudade
com aquela bebida azul que
pega fogo curaçao?
Loucas lembranças, não?!
Então, sente-se
Gosto de Novos Baianos na vitrola
Mas, se preferir, posso fazer Nila Branco na viola
Agora que já estamos acomodados
Só um minutinho
Alô? Está precisando de mim aí?!
Oi. Desculpe. Terei de sair
segunda-feira, 16 de julho de 2012
Talvez, ao seu alcance
Antes de começar a ler, dê um play para acompanhar a leitura
Estou indo por aí aqui
E, não. Não darei meia volta.
Te encontrei há alguns quarteirões
Mas, lembre-se que passei
E vc?! Ah, você achou que assim seria melhor
Porque eu não
acompanharia seu ritmo ou vice-versa
Sei que se pudesse, gritaria meu nome
Mas, para calmaria
inventaram o telefone
Diminuiu-se o grito
Mas, não a distância
No entanto, acalme-se mais
Olhei pra trás
Não volto
Mas, quem sabe
numa dessas curvas fechadas da vida
Você não me
alcança?!
Pés
![]() |
| Ilustração: pés da minha sobrinha. A pequena Manuella |
Os mesmos pés
Mas, passos diferentes
Menos firmes, pretenciosos
Porém, mais cautelosos,
inseguros
que o fizeram tropeçar, cair
E deixaram fincadas,
pegadas bem definidas
do tamanho que
a dor
pode deixar pelo caminho
Mas, que só são notadas
quando olhamos pra trás.
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
Liquidificador: os nomes das músicas de Pélico + meus pensamentos
Não Vou Te Deixar Por Enquanto. Hoje Ainda Não É Tempo de Chorar. Não é O Último Dia de Um Homem Sem Juízo. Mas, Amanhã de Manhã, 13 de Novembro, estarei naquele Alambrado, À Beira do Ridículo e Levarei Minha Dor comigo.
Talvez, até seja um Pretexto pra fazer a Última Canção. Mas, Naquela Casa, O Menino me disse que Não Éramos Tão Assim Sem Medida. E, na verdade, acho que não gosto de Me Prender, de estar Sob Controle e passei a não me sentir mais um cara Completo, mas sim, apenas um Fulano pra você.
O Estribilho de nossa canção passou a ser “Vamos Tentar” e eu a apelar ao Senhor do Meu Fim que me desse nada mais do que Sete Minutos de Solidão. Enquanto ele me dizia: Tenha Fé, Meu Bem.
Se Você Me Perguntar. Eu preferiria mesmo o Tempo de Criança em que eu era rodeado de Gente Fina Firmeza. Mas, se nada disser ou quiser saber e preferir um “E Daí”, apenas peço Que Isso Fique Entre Nós. O Recado está dado.
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