segunda-feira, 23 de julho de 2012

O primeiro ano a ser lembrado

Amy Winehouse




O que temos, possuímos e nos resta de todo artista é sua obra. Pouco nos importa sua vida pessoal e até mesmo profissional, desde que não falte em shows, é claro. A arte produzida  por eles, por si só, nos basta.
  
No caso de Amy, sua inconfundível voz é a parte de sua arte  que ficará em mim e, por isso, não a ridicularizo por escândalos causados pelo uso de drogas ou bebidas. Pouco me importa. Afinal, eu mesma tomei um porre de vodka por amores desiludidos e por sua própria morte naquele 23 de julho.


Além do mais, o que mais me fascina na música é nunca perder um artista. Porque eles se vão, mas suas músicas ficam, e ainda mais vivas! 

Vai aí a minha preferida dela, Valerie:





*Encomende uma caneca com a foto de Amy em Canequeiros

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Dia do Amigo



 Amigos, basta olhar para os momentos mais felizes e os mais difíceis da vida e saberemos exatamente o valor de cada um.

Obrigada por existirem e participarem de minha história. Amo cada um de vocês, que não arrisco citar nomes para não cometer a indelicadeza de esquecer algum.

Um gostoso abraço!


quinta-feira, 19 de julho de 2012

O que metade de uma panqueca pode render


Este dias, fui almoçar em um restaurante que costumo ir quando estou com pouca grana. A comida é boa, mas o fato de uma folha de sulfite colada na parede informar que pelos restos deixados no prato serão cobrados R$ 5, me incomoda um pouco. Pois não sei se isso só acontece comigo, mas tenho um sério problema com tamanhos e proporções, o que vale para roupas, tempo e comida. Pois bem, o fato é que sempre coloco mais do que como e não me sinto tão a vontade no restaurante que me força a comer mais do que quero, mesmo quando a comida já esta no prato.

Então fui me servir, peguei uma panqueca, um pouco de arroz, vinagrete e, a metade de mais uma panqueca, já que uma senhora havia pegado a outra.
Fui para a mesa com minha namorada e pedimos uma tubaína de guaraná. Comecei comendo a metade da panqueca e quando já estava na metade da panqueca inteira não aguentava mais. Olhei pra minha namorada e perguntei se ela queria. Disse que não e sugeriu que eu pedisse para embalarem a metade da panqueca para viagem. De pronto, recusei. Afinal, eu não a comeria depois.

Ela insistiu e pediu que eu a desse para algum morador de rua, que pra alguém que passa fome aquilo serviria. Convenceu-me. E então, quando a funcionária veio retirar os pratos, pedi que embalasse a tal panqueca para mim. Ela fez uma cara de espanto, levantou as duas sobrancelhas e meio que engolindo as palavras disse que não saberia se sua patroa a deixaria embalar. Eu disse que não queria jogar a panqueca fora. Ela me perguntou se poderia embala-la em uma sacolinha. Respondi que tudo bem. Só não sabia que ela voltaria com aquele pedaço de panqueca em uma sacola plástica. Como se fosse comida pra cachorro.

Então sai de lá a procura de um cachorro pra dar aquele tapa fome passageiro. Minha namorada lembra que tem um morador de rua na mesma onde trabalhamos. Digo nunca ter visto. Até ela apontar um colchão com uma coberta dobrada em cima. Eu, com muita vergonha, meio sem jeito, me aproximo do colchão e deixo a metade da panqueca sobre ele. Deixo e saio sem avistar o dono daquele temporário espaço.

Mais a noite, ao chegar em casa, no banho me lembro de tudo isso: do quão admirável era o pensamento de minha namorada e do quanto desperdiçamos sem perceber. Vou dormir com dúvida se o morador de rua aproveitou ou não aquela metade de panqueca. Mas, com a certeza de que não é preciso forçar alguém para que tenha consciência sobre determinados excessos, porque o mesmo restaurante que me cobra R$ 5 pelas sobras é o mesmo que me devolve-as em uma sacola plástica, excluindo as chances de ser consumida. E aí? Onde está aquela consciência de desperdício que dizem querer passar?!

Como disse o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, no Rio+20 "Em todo o mundo, acredito que temos comida suficiente para alimentar sete bilhões de pessoas (população mundial atual, segundo a ONU), mas o sistema não está funcionando”. O problema é que todo mundo acha que o sistema é composto por políticos, mas esquecem que políticos são pessoas. E, por que nós, não podemos ser estas pessoas, mas que fazem a roda funcionar?! 

*Um ótimo exemplo é o TangoTab, um site que alimenta uma pessoa faminta cada vez que uma pessoa come uma refeição em um dos restaurantes participantes do projeto.  Veja aqui





terça-feira, 17 de julho de 2012

A Minha Monomania


Mente cria cria sua e tbm tem olhos, ela vê 
Mas, você vive me contestando 
e não acredita em meus porquês 
Diz que invento, que travisto suas palavras
Que desfoco a realidade 
e crio o que em mim 
cause menos dor

Mas, será mesmo que armei este teatro
e escrevi este roteiro?
Ou apenas fiz outra canção?
Porque a que cantava
já nos separava antes mesmo de nos conhecermos

Eu sei, falhei
Pensei conhecer sua dualidade, sim
Mas, o que não cabia enfim
foi compreendê-la

Cada encontro, uma confusão
Embaralho de pensamentos
e o nascimento de mais uma canção.


Abaixo, um clipe que completa as estrofes acima

Minha volta




Voltei pra você
Estou aqui, entregue às linhas
Como todo bom escritor deve fazer

E, para este reencontro
Que tal brindar a saudade 
com aquela bebida azul que pega fogo curaçao?
Loucas lembranças, não?!

Então, sente-se
Gosto de Novos Baianos na vitrola
Mas, se preferir, posso fazer Nila Branco na viola

Agora que já estamos acomodados
Só um minutinho
Alô? Está precisando de mim aí?!
Oi. Desculpe. Terei de sair

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Talvez, ao seu alcance



Antes de começar a ler, dê um play para acompanhar a leitura 

Estou indo por aqui
E, não. Não darei meia volta.
Te encontrei há alguns quarteirões
Mas, lembre-se que passei
E vc?! Ah, você achou que assim seria melhor 
Porque eu não acompanharia seu ritmo ou vice-versa

Sei que se pudesse, gritaria meu nome
Mas, para calmaria
inventaram o telefone
Diminuiu-se o grito
Mas, não a distância

No entanto, acalme-se mais
Olhei pra trás
Não volto
Mas, quem sabe 
numa dessas curvas fechadas da vida 
Você não me alcança?!

Pés

Ilustração: pés da minha sobrinha. A pequena Manuella

Os mesmos pés
 Mas, passos diferentes
Menos firmes, pretenciosos
Porém, mais cautelosos,
 inseguros

 Resultado de passos em falso
que o fizeram tropeçar, cair
E deixaram fincadas,
 pegadas bem definidas
 do tamanho que a dor
 pode deixar pelo caminho

Mas, que só são notadas
quando olhamos pra trás.