quarta-feira, 26 de setembro de 2012
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
A música e a política novamente, mas desta vez, de mãos dadas
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| Chico Buarque beijando Caetano. |
Num primeiro momento é até espantoso ler a notícia de que após 30 anos (ou mais) sem dividirem o mesmo palco, os mestres Caetano Veloso e Chico Buarque se reencontram em um show (ontem, dia 11) para arrecadar dinheiro para campanha política. Mas, ao buscar um pouco mais de informações sobre quem é o candidato, dá pra entender que os “mpbistas” apenas fazem jus às próprias raízes “canhotas”, já que foram críticos à política com suas canções, mesmo na época da ditadura, com direito até a exílio.
O candidato que tem o apoio dos dois artistas é Marcelo Freixo, que
concorre à prefeitura do RJ pelo PSOL (Partido Socialismo e Liberdade) e, não só pela
influência dos artistas, como de seu próprio vice, Marcelo Yuka (ex-baterista da banda O Rappa), mas por suas
propostas (vide aqui sua participação no programa Roda Viva), parece-me um bom
nome para um Rio que receberá grandes eventos nos próximos anos.
O show intitulado com o slogan da campanha de Freixo,“Primavera
Carioca”, foi realizado na Oi Casa Grande, no Leblon, e de acordo
com os organizadores, os ingressos foram vendidos por
R$360 e esgotados em menos de 48 horas. A estimativa é que tenha sido
arrecadados R$200 mil para a campanha política de Freixo.
*Ouça aqui a reportagem da rádio CBN RJ.
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
Na Moska!
Paulinho Moska é um artista tão multi que fica mesmo
difícil saber por onde começar a dizer qualquer coisa sobre ele. Afinal, a
frase “Eu sou nada, porque quero ser tudo” foi ele mesmo quem disse no bate-papo
da semana passada no Espaço Revista Cult, na Vila Madalena.
Por lá, tudo fica levitando no ar, e a música é
praticamente um deus a ser adorado, porque relata e [como que em um movimento cíclico]
marca a vida/carreira de seu criador. E, se no encontro anterior com Tom Zé, os
assuntos giraram em torno da semiótica, com Paulinho Moska, a filosofia enchia aquela
pequena sala, quando de alguma forma utilizava os ensinamentos aprendidos com
seu mestre [e filósofo] Claudio Ulpiano.
E, antes disso, nem eu e nem você imaginávamos que
uma de suas músicas mais conhecidas “Pensando em Você”, tinha a bendita da
filosofia embutida. “Eu fiz uma brincadeira com a palavra pensamento, já que
está é uma das palavras mais fortes da filosofia”, explicou. E em cada palavra que
aquele carioca misturava poesia e filosofia, me prendia mais e mais.
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| Paulinho Moska com o jornalista Marcus Preto |
O fato de também nunca ter estado nas paradas do
sucesso, segundo ele mesmo, foi o que deu mais liberdade a Moska para compor e
fazer o que o deixa feliz. “Fazendo o que eu sou, sou muito feliz”, ressaltou
entre sua diversidade, que também abraça a fotografia e a TV, já que é apresentador do programa Zoombido.
Entre os planos de Paulinho, o maior deles é
produzir uma grande obra daqui a 50 anos. “Queria fazer uma obra prima aos 95
anos para morrer no auge. Uma obra que ligasse todas as
outras e, que de certa forma, melhorasse a vida dos outros”, concluiu.
Veja aqui um trecho do bate-papo.
Entrada gratuita mediante a retirada de senhas com 1h de antecedência ao evento.
Espaço Revista CULT
Rua Inácio Pereira da Rocha, 400 - Vila Madalena – SP
Tel.: (11) 3032-2800
Espaço Revista CULT
Rua Inácio Pereira da Rocha, 400 - Vila Madalena – SP
Tel.: (11) 3032-2800
Um forte abraço
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
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| Leia-se, obrigada ;p |
Não, não. Eu não esqueci, e nem poderia esquecer de agradecer a
todas as sinceras manifestações de carinho postadas ontem em meu perfil do Facebook
pelo dia do meu aniversário. É que eu quis esperar uma hora do dia, de hoje, em
que pudesse expressar minha gratidão em mais de um parágrafo. E isso, inclui
minha reflexão sobre o que senti na pele com o paradoxo causado pela vinda da internet
para nossas vidas, que aproxima e ao mesmo tempo distancia as pessoas de nós.
Pela manhã, foi estranho não receber uma ligação se quer, e apenas
um torpedo em minha caixa de entrada, da minha querida prima, que costumava ser
uma das primeiras a me ligar nesta data. Por outro lado, depois das 13h, minha
timeline já recebia mais de 60 posts de pessoas me parabenizando. E para ser
bem sincera, sendo elas amigas que conheço pessoalmente ou não, agradeço do
mesmo modo, por dedicarem alguns segundos de seu dia, mesmo que tenha sido só para
escrever oito letrinhas: Pa-ra-béns!
Além disso, o dia de nosso aniversário sempre nos proporciona
gostosos momentos, como poder comer a torta e o pudim da mãe feitos
especialmente para você; ouvir um “eu te amo” daquele irmão que quase nunca o
diz; e ouvir os pequenos sobrinhos chamando por você só para lhe darem um
carinhoso beijo e um abraço. Ah... até o almoço improvisado pela namorada com a
trilha sonora dos berros de minha tia contradizendo nossas artes de caneca,
valeu!
Enfim, a todos vocês, incluindo meus caros colegas de trabalho, que
cantaram um divertido parabéns, com direito a bolo de brigadeiro, o meu muito
obrigada! Obrigada pelas mensagens, abraços, boas energias e principalmente
pelo carinho!
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| Assim, chego aos meus 26 aninhos! |
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
Onde bater um papo com um grande artista...
Após minha primeira visita ao Espaço Revista Cult para bater um papo com Tom Zé, eu não poderia deixar de divulgar o
Projeto Grandes Artistas, que na semana passada levou Paulinho Moska para
prosear e fazer um bom som. E, para isso, tive a bacana oportunidade de
publicar um artigo de duas páginas na revista Weekend, uma das revistas
produzidas na editora em que trabalho.
Interessados em saber como participar do Projeto e quais serão os próximos artistas convidados, leia o artigo na íntegra aqui,
páginas 40 e 42.
Um carinhoso abraço,
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
Uma noite com Tom Zé
Ontem, com um sono quase que
embalado pelo motorzinho de minha dentista e pós duas anestesias, despertei e
me enchi de coragem, e de entusiasmo, só em pensar que minutos depois poderia
estar frente a frente com Tom Zé. Isso mesmo, você não está enganado, com Tom
Zé, a lenda viva que marcou o Brasil com a Tropicália e nos comove desde sempre
com sua tamanha genialidade.
Bom, para quem está mergulhada em dois
livros sobre o Tropicalismo, nem precisa dizer que estar perto de um dos principais
personagens do movimento foi um dos momentos mais fascinantes de minha, ainda, curta vida. Senti-me um discípulo frente ao seu mestre e prestes a um orgasmo Cult.
O bate papo, realizado no Espaço
da Revista Cult, na Vila Madalena, foi mediado pelo jornalista Marcus Preto, da
Folha de S.Paulo, que vez ou outra repetia o que os convidados perguntavam a Tom, já com a
audição não tão boa. Inquieto, Tom mal conseguia ficar sentado, queria
gesticular e falar mais abertamente para as cerca de 50 pessoas, entre
integrantes de bandas e jornalistas, que preenchiam a sala espalhados pelo
chão, sentados ou em pé, intrinsecamente ligados e atentos a tudo que Tom dizia.
Ao entrar na sala, por volta das
20h35, eu não sabia se tirava foto, filmava ou gravava o que o mito de Irará contava.
Então fiz de tudo um pouco para registrar aquele bate-papo que se tornava quase
um monólogo. Tom Zé dava explicações de seu novo trabalho, Lixo Lógico, através
da semiótica. Dizia humildemente que tinha certa facilidade de fazer música e
que mesmo com seus bem vividos 75 anos ainda era capaz de aprender. “Décio foi a
pessoa que me apresentou o mundo que a gente vive. Aquele livro ‘Informação,
Linguagem e Comunicação’, todo o dia eu tô lá pra saber alguma coisa que
esqueci”, relata.
Caetano foi citado inúmeras vezes,
uma delas quando Tom reproduziu: “Tropicália é coisa de Tom Zé”. E
para quem pensa que o Tropicalismo foi apenas um movimento musical: Antes dele, homem nenhum usava roupas amarela, vermelha ou rosa. “A Tropicália e até
a Bossa Nova trouxeram um pouco de ‘feminilização’ aos homens”, conclui Tom Zé.
O carinho com que citava Neusa,
sua esposa, era envolvente. E, olha que ela não é o tipo de mulher passiva,
talvez por isso o amor dele por ela. “Se
eu fazia algo meia boca, ela dizia que não era digno de mim, então, que fizesse de novo.
Entre brincadeiras, sorrisos e
calorosos abraços e beijos o bate-papo foi encerrado. Tom Zé fez uma sessão de autógrafos
e pousava divertidamente para fotos com seus discípulos e admiradores.
Ouça aqui 3 músicas do novo
CD, Lixo Lógico.
Gostou? Então compre o CD autografado pelo
e-mail: 1bibi@uol.com.br.
Beijos tropicais,
segunda-feira, 20 de agosto de 2012
Shows, delícias e desprazeres...
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| Rodrigo Lemos e eu, e as bandas: Móveis e A Banda Mais Bonita da Cidade |
Como de praxe, ao menos uma vez por mês
vou ao show de uma das bandas que curto, seja apenas para repetir o prazer de
ouvi-la ou para renovar o cardápio musical, já que sempre há participações de
novos artistas. No sábado, que se foi a pouco, ganhei o
ingresso de minha namorada para vermos o show da A Banda Mais Bonita da Cidade
e do Móveis Coloniais de Acaju, no Clube de Regatas Tietê. No ingresso, o
evento marcava às 21h, mas A Banda só entrou no palco, às 00h e o Móveis, à
1h50. Fiquei chateada com a organização. Não custava nada divulgar a
programação para nos organizarmos
melhor. Além disso, acho que as bandas menos
conhecidas que abriram o show, como Radio Viernes, que eu também não conhecia, e
mais outras duas, que não deu para entender o nome, mereciam ser divulgadas.
Resumindo, cinco horas entre senta e levanta para trocar uns passinhos ao som
estilo Studio SP, que rolou nos intervalos, e cantar empolgadamente quando as
bandas subiam ao palco. Sem contar que meus 25 anos já não me permitem baladas
muito extensas e, por isso, só assiste à primeira música do Móveis, que entrou
no palco com energia total. Então, o que pude ver (fora a desorganização) foi de muito
agrado. Matei a saudade da A Banda Mais Bonita da Cidade, que ainda tocou
músicas de China, como a minha preferida Anti-Herói, e ainda troquei algumas
palavras com Rodrigo Lemos (guitarrista e vocal desta banda e da Lemoskine) sobre a energia do show deles e do meu encanto pela música Alice, que escrevi sobre, e que ele chegou a dar uma palhinha no palco.
No mais, queria ter mais pique pra aguentar o tranco, e que os organizadores se organizassem melhor. Os outros presentes que me perdoem, mas não é porque curtimos determinados artistas, que devemos achar tudo uma beleza. Curtimos um som underground, não de massa, por isso, somos críticos e não alienados. Ah... Vale ressaltar que o Clube deve se atualizar sobre os valores de bebidas,
porque nem na Augusta uma Stella custa R$9. Pronto, falei!
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